A Gravidez Gemelar

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Definimos gravidez gemelar aquela que apresenta dois ou mais fetos simultaneamente. 


Existem 2 tipos de gémeos. Monozigóticos e Dizigóticos, vulgarmente mas erradamente chamados de gémeos verdadeiros e gémeos falsos.

Os monozigóticos, um chamado acaso da natureza, resultam da fecundação de 1 único óvulo por 1 único espermatozóide. O ovo, ou zigoto, resultante divide-se espontaneamente em 2 ou mais, resultando desta divisão embriões geneticamente idênticos e originando os gémeos idênticos. Conforme o dia em que ocorre a divisão podem ser bicoriónicos biamnióticos quando a divisão ocorre em menos de 72 horas e têm duas placentas e dois sacos amnióticos,
monocoriónicos biamnióticos quando a divisão ocorre entre 4 a 8 dias e têm uma placenta e dois sacos amnióticos, monocoriónicos monoamnióticos quando a divisão ocorre entre os 9 e 12 dias e têm uma placenta e um saco amniótico ou se a divisão ocorre com 13 ou mais dias, surgem os gémeos conjuntos ou siameses. Quanto mais tardia a divisão do ovo ou zigoto, mais complicações pode apresentar a gravidez. Apenas 1/3 das gravidezes gemelares são monozigóticas. São 99,9% das vezes do mesmo sexo e os bebés terão entre eles inúmeras semelhanças. Os gémeos dizigóticos formam-se quando a mulher tem mais do que uma ovulação num mês e dois ou mais óvulos são fecundados por um mesmo número de espermatozóides, resultando numa gravidez múltipla em que os embriões são diferentes geneticamente entre si e originam os gémeos ditos”falsos” ou fraternos, por serem tão parecidos como dois irmãos e podem ser ou não de sexos diferentes. Cada gémeo vai ter uma placenta própria e o seu saco amniótico e por isso são bicoriónicos e biamnióticos. Por vezes a placenta pode unir-se, mas a gravidez não deixa de ser uma gravidez de gémeos dizigóticos. A gravidez múltipla de dois gémeos designa-se por bigemelar, de três – tripla e de quatro – quádrupla e acima de quatro designa-se por gravidez múltipla de ordem superior. 
Fonte: Livro Sim! São Gémeos!



A gravidez gemelar dupla é mais comum com frequência de 1/80, chegando a 1/512.000 no caso de gravidez quádrupla.

Essa incidência aumenta com a idade, dos 35 a 40 anos e diminui após os 40. Além da idade materna, temos influência da paridade (ou número de filhos de uma mulher) maior paridade, maior a probabilidade de ter gémeos.

Outro parâmetro que se leva em consideração para aumento das hipóteses de gravidez gemelar, é a história familiar materna. Filhas de mães com historial de gémeos, têm mais probabilidades de terem gémeos também.

Além disso, a nutrição exerce também uma papel importante na gravidez múltipla: melhor nutrição, mais probabilidade.

Os níveis altos de hormonas, às vezes até por indução em tratamentos para infertilidade, predispõem mais a gravidez gemelar *. 

* Reprodução Assistida
A reprodução assistida, ou fecundação assistida, compreende duas técnicas: a inseminação artificial, isto é, a introdução de forma artificial dos espermatozóides no aparelho genital feminino, e a fecundação in vitro, ou seja, a extração do óvulo da mulher e sua fecundação externa. Estas técnicas têm por finalidade a procriação, e também o controle ou tratamento de doenças genéticas.
A inseminação artificial é utilizada há muito tempo para a obtenção de animais com determinadas características selecionadas. Atualmente é também utilizada nos seres humanos, no caso de infertilidade. Quando o marido é estéril mas a mulher é capaz de conceber e engravidar, podem recorrer à inseminação artificial através de um dador. No período da ovulação, o esperma do dador é introduzido na vagina da mulher, junto ao colo do útero. No caso de o homem ser fecundo e a mulher ser estéril ou correr o risco de transmitir uma anomalia genética, o processo de inseminação artificial também pode ser utilizado. Neste caso, o homem cede o esperma destinado a inseminar uma mulher que esteja de acordo em conceber a criança. A mulher transforma-se então numa mãe-portadora.
As mulheres com as trompas de Falópio parcial ou totalmente obstruídas, em que os espermatozóides não podem juntar-se ao óvulo para o fertilizar, podem recorrer à fertilização in vitro. Para que ocorra a fecundação, faz-se a colheita de vários oócitos da mulher, que são colocados num recipiente especial onde são fecundados por esperma cedido pelo marido. Depois de permanecerem em incubação vários dias, um ou mais oócitos são implantados no útero da mulher. Esta técnica tem cerca de 35% de sucesso.
A fecundação in vitro permite que o óvulo de uma mulher seja fecundado pelo esperma de um estranho, que um óvulo desconhecido possa ser fecundado pelos espermatozoides do companheiro e inclusivamente que o embrião resultante possa ser implantado no útero de outra mulher, chamada mulher-portadora ou mãe-de-aluguer.
Desde que em 1978 (altura em que o obstetra Patrick Steptoc e o biólogo Robert Edwards trouxeram ao mundo Louise Brown, o primeiro bebé-proveta) foi noticiado o primeiro caso de fecundação in vitro, mais de 40 000 bebés nasceram, em todo o mundo, de casais estéreis. Ao mesmo tempo, as técnicas de reprodução assistida experimentaram um forte incremento na maioria dos países desenvolvidos. Contudo, a sua aplicação tem levantado problemas de ordem ética, religiosa, jurídica, social, etc., o que levou à regulamentação destas técnicas.

A frequência de coitos, também pode influenciar para determinar uma gravidez gemelar: quanto maior o número, maior a probabilidade.

Por fim, drogas indutoras da ovulação, nos tratamentos para engravidar, aumentam as hipóteses de gravidez múltipla.

Curiosamente, muitos sangramentos que ocorrem no início da gravidez são, na verdade, consequentes à perda de um dos embriões de uma gravidez gemelar. Se não foi feita uma ecografia anteriormente, não se tem diagnóstico.

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